quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Radiação


     
(Imagem disponível em: http://www.radsafe.com.au/radioactivematerialsourcedisposal.php)

     Conceito: são ondas eletromagnéticas que, em contato com certos tipos de matérias, produzem determinados efeitos sobre ela, se propagando com energia e velocidade elevadas.
     Um elemento químico pode, de forma espontânea ou induzida, emitir radiação e, assim, se transformar em outro elemento químico. Quando esse processo for espontâneo, ele é denominado de Transmutação Natural, já quando esse processo ocorrer de forma induzida, recebe o nome de Transmutação Artificial.
     Com as explosões das bombas atômicas, durante o período da Segunda Guerra Mundial, e, consequentemente, com a descoberta das reações nucleares, a radiação tornou-se um fator preocupante para a humanidade. Atualmente, as reações nucleares são vistas com outros olhos, pois trazem consigo um grande avanço tecnológico: a energia nuclear.
     A produção de energia nuclear está substituindo as energias provenientes de hidrelétricas, do petróleo e da usina de carvão. Além disso, a radiação tem aplicações na indústria, na medicina, na agricultura, entre outras áreas.
     Os estudos sobre a radioatividade iniciaram no início do século XX. Com o avanço dos estudos, Ernest Rutherford (1871 – 1937) descobriu as partículas chamadas alfa (α), beta (β) e os raios gama (γ).
     Com um maior avanço das pesquisas sobre a radiação, os tipos de radiação foram caracterizados da seguinte maneira:
     - Radiação Alfa: é a radiação que possui o poder de penetração mais baixo;
     - Radiação Beta: é a radiação que possui médio poder de penetração;
     - Radiação Gama: é a radiação que possui o poder de penetração mais alto;
     
(Imagem disponível em: http://ianalitica.wordpress.com/aplicacoes-com-analisadores-insdustriais/emissoes-atmosfericas/radiacao-ionizante/como-a-radiacao-ionizante-se-propaga-e-interage-com-a-materia/)

     Os efeitos da radiação dependem do grau de exposição e do tempo em que a pessoa esteve em contato com a radiação. Em contato com Raios Alfa, a pessoa pode sofrer queimaduras graves, enquanto que em contato com Raios Beta e Gama, ela pode sofrer alterações celulares que podem causar doenças, até mesmo o câncer.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Armas Nucleares

     
(Imagem disponível em: http://www.boby.com.br/2010/09/armas-nucleares/)

     Armas cujo efeito destruidor é fabricado com radioatividade, com alguns elementos químicos de emitir partículas ou radiação eletromagnética. O que fazem delas serem armas especiais é a grande concentração de energia em pequenos volumes, que ao ser liberada tem efeitos devastadores. A capacidade de uma arma nuclear equivale à explosão de 1.000 t de TNT (nitroglicerina).
     As armas nucleares são classificadas em dois tipos básicos: a bomba atômica e a bomba de hidrogênio (bomba H). A bomba atômica é feita da fissão de núcleos atômicos, processo que consiste em desmanchar núcleos de átomos pesados e instáveis, lançando contra eles partículas atômicas chamadas de nêutrons. A bomba H se consiste na fusão de núcleos de átomos leves, como o hidrogênio. Para obter a fusão, é necessária uma quantidade enorme de energia, que é obtida pela explosão de uma bomba atômica. O resultado é uma bomba mais poderosa.
          * Projeto Manhattan – Foi onde a primeira bomba atômica foi testada, em 16 de julho de 1945, no deserto de Sonora, no estado do Novo México, EUA. Para conseguir construir a arma primeiro que os alemães, durante a II Guerra Mundial, o governo norte-americano monta um programa secreto, o Projeto Manhattan. Assim os principais físicos dos países aliados passam a morar e a trabalhar, em Los Alamos, Novo México. Supervisionados pelo físico Julius Robert Oppenheimer (1904-1967).
          * Hiroshima e Nagasaki - As primeiras e únicas armas nucleares usadas na guerra foram lançadas contra o Japão pela Força Aérea Norte-Americana. Em agosto de 1945, durante a II Guerra Mundial, uma bomba explodiu em Hiroshima: com mais de 150 mil vítimas, e com o total de 80 mil mortos. Em agosto do mesmo ano, foi a vez de Nagasaki, explodir com a segunda bomba.
          * Arsenais nucleares atuais - No mundo todo têm cinco potências nucleares - EUA, Federação Russa, Reino Unido, França e China. Os maiores arsenais – de ogivas, de submarinos nucleares - pertencem aos EUA e à Federação Russa. Os mesmos países lideram em número de testes nucleares já realizados.
          * Desarmamento nuclear - Com o objetivo de deter a demanda de armas nucleares pelo mundo, em 1968 é fundado o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (NPT). Com isso, o NPT proíbe os cinco maiores fabricantes, de transferir armas nucleares a países não possuidores desses artefatos. Hoje em dia o tratado tem mais de 180 países, inclusive o Brasil.
     A luta armamentista das duas maiores potências da Guerra Fria termina com a assinatura dos Tratados de Redução de Armas Estratégicas (Start). Este tratado tem com principal acordo a extinção gradual dos arsenais dos EUA e de países integrantes da ex- URSS (Federação Russa, Ucrânia, Belarus e Cazaquistão). Outro assunto relativo às armas nucleares é o Tratado para a Proibição dos Testes Nucleares (CTBT). Para entrar em vigor, precisa do aval de todos os 44 países com capacidade conhecida de produzir armas nucleares.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki


     No contexto histórico os bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki foram ataques nucleares ocorridos no fim da Segunda Guerra Mundial, contra o império japonês, realizados pela força aérea dos Estados Unidos da América, baseados na ordem do presidente Harry S. Truman nos dias 6 e 9 de agosto do ano de 1945.
     Depois de seis meses de intenso bombardeio a outras 67 cidades japonesas, a bomba atômica chamada “Little Boy” (Meniniho) caiu sobre Hiroshima numa segunda-feira. Três dias depois, no dia 9 a bomba chamada “Fat Man” (Homem Gordo) caiu sobre a cidade de Nagasaki. Historicamente estes são até hoje os únicos ataques onde foram utilizadas armas nucleares, e a escolha desses dois alvos foi feita por objetivos militares, e motivos político-econômicos, pois eram as regiões de maior poder industrial da época, e o Japão era a única potência que poderia desequilibrar o fluxo de capitais e mercadorias.
     As estimativas do primeiro massacre por armas nucleares feitos à população civil apontam para um número total de mortos que pode variar entre 140 mil em Hiroshima e 80 mil pessoas em Nagasaki, sendo contadas outras estimativas de mortos após a Guerra devido ao efeito da exposição radiação.
     As centenas de milhares de mortos, as explosões nucleares e a destruição das duas cidades, levaram o império japonês a rendição em 15 de agosto de 1945, e em seguida, em 2 de setembro, na Baía de Tóquio a assinatura oficial do armistício (ocasião onde duas partes envolvidas em um conflito armado concordam com o fim definitivo das hostilidades entre os países) que foi o fator principal para o fim da Segunda Guerra Mundial.
     Os bombardeios atômicos na rendição do Japão e seus efeitos foram muito debatidos, nos Estados Unidos prevalece a ideia que os bombardeios terminaram com a guerra meses mais cedo do que haveria acontecido, salvando muitas vidas que seriam perdidas em ambos os lados se invasão pretendida pelo Japão tivesse acorrido. Já no Japão, o público em geral tende a crer que as bombas foram desnecessárias, uma vez que a preparação para a rendição estava em desenvolvimento na capital Tóquio.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Gases Utilizados na Segunda Guerra Mundial


Gás Mostarda (C4H8Cl2S)

O Gás Mostarda foi utilizado durante a Segunda Guerra Mundial, sendo também utilizado anteriormente na Primeira Guerra Mundial.
Ao entrar em contato com o Gás Mostarda, a pessoa pode sofrer lesões no sistema respiratório, nos olhos e na pele. Além disso, esse gás pode causar lesões neurológicas e também a supressão da medula óssea. Mesmo em poucos minutos de contato, esse gás pode causar mudanças celulares e lesões gastrointestinais.

Gás Cianídrico (HCN)

Um dos gases utilizados pelos Nazistas, durante o período da Segunda Guerra Mundial, nos campos de concentração para a execução de pessoas, o Gás Cianídrico, se inalado em uma concentração maior do que 300 mg/m³ de ar.
O Gás Cianídrico bloqueia a capacidade que o sangue tem de transportar o oxigênio, pois esse gás se combina com a hemoglobina, por isso, quando inalado, provoca a morte rapidamente.
O tratamento contra a ação desse gás só se torna possível se a quantidade de gás inalada não for fatal, o que é raro, pois a ação do Gás Cianídrico é muito rápida. Um possível tratamento é a aplicação de Tiossulfato de Sódio (Na2S2O3) por meio de injeção, que reage com o Cianeto, formando o Sulfocianeto (também conhecido como Tiocianeto), que é atóxico e é eliminado através da urina.

Gás Sarin (C4H10PFO2)

O Sarin vem sendo utilizado desde a Segunda Guerra Mundial, como arma química, tanto em sua forma gasosa ou líquida, sendo um composto químico altamente tóxico e que ataca o sistema nervoso central. Esse gás, após a exposição, pode matar em questão de minutos.
O Sarin pode ser utilizado em conjunto com outros compostos químicos, como o Isopropanol e Isopropalamina, na preparação de mísseis. Além disso, ele pode ser utilizado em forma de “spray” (como gás ou líquido), que pode ser misturado, por exemplo, à comida, com o intuito de contaminar quem consumir essa comida.
O contato com esse gás gera um “curto-circuito” no sistema nervoso, pois inibe a enzima que é responsável pelo controle das contrações musculares. A contração descontrolada dos músculos acarreta o estrangulamento de órgãos vitais, como por exemplo, os pulmões e o coração, causando a morte do indivíduo.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Penicilina


     
     (Imagem disponível em: http://pt.wikinoticia.com/estilo%20de%20vida/beleza/49184-tipos-de-antibioticos)

     Durante a segunda guerra mundial muitas mortes resultavam de infecções de ferimentos ocorridos no campo de batalha. Os médicos apenas podiam conter o sangramento, mas uma infecção podia matar o soldado. Em 1928, o medico Alexander Fleming saiu de férias, e por acaso esqueceu algumas placas com culturas de micro-organismos em seu laboratório no hospital St. Mary em Londres. Quando voltou de suas férias reparou que uma cultura de Staphylococcus tinha sido contaminada por um bolor, e em volta de sua colônia não havia mais bactérias. Então Fleming e seu colega, Dr. Pryce, descobriram um fungo do gênero Penicillium, e contataram que o fungo produzia uma sustância responsável pelo efeito antibactericida: a penicilina. Em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, ela foi usada pela primeira vez, pois os governos estavam preocupados com as mortes ocasionadas por infecções e então resolveram aplicá-la. A penicilina salvou milhares de vidas durante a guerra. Graças a penicilina a medicina conseguiu até os tempos modernos combater as doenças infecciosas de origem bacteriana que causam a mortalidade humana.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

As Causas da Segunda Guerra Mundial


Batalha de El Alamein

(Imagem disponível em: http://althistory.wikia.com/wiki/World_War_Two_(Divided_States_of_America)


     Muitos foram os motivos que influenciaram no inicio do conflito, que começou na Europa e logo se espalhou para África e Ásia, o mais importante foi o surgimento, na década de 1930, na Europa, a criação de governos totalitários com fortes movimentos expansionistas e militaristas. Surge então o movimento nazista liderado por Hitler, que pretendia expandir o território alemão, desrespeitando o Tratado de Versalhes, inclusive reconquistando territórios perdidos na Primeira Guerra Mundial. Nesse mesmo momento crescia na Itália o movimento fascista liderado por Benito Mussolini, que tomou conta do poder da Itália na época impondo regras e poderes sem limites.
     As graves crises econômicas do inicio da década de 1930 afetavam Itália e Alemanha, que tinham milhões de cidadãos sem emprego. Para resolver essa situação os governos fascistas desses países, inovaram na criação de indústrias de armamentos e equipamentos bélicos (navios, tanques aviões de guerra, etc.).
     No continente asiático, o Japão também tinha o desejo de expandir seus domínios para territórios vizinhos e ilhas da região. Com fortes objetivos expansionistas, estes três países reuniram-se formando um eixo, gerando assim, um acordo com fortes características militares e com planos de conquistas feitos em comum acordo.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Teoria da Relatividade


(Imagem disponível em: http://www.onthisdeity.com/18th-april-1955-%E2%80%93-the-death-of-albert-einstein/)

A teoria proposta pelo físico Albert Einstein que revolucionou a física no século XX. As teorias: da Relatividade Restrita e da Relatividade Geral. Para Einstein, o Universo não é plano como na geometria, nem o tempo é absoluto, mas ambos se combinam em um espaço-tempo curvo. Enquanto para a geometria clássica a menor distância entre dois pontos é a reta, na teoria de Einstein é a linha curva.
As duas teorias formam uma só, mas são apresentadas por Einstein em momentos diferentes. A Teoria da Relatividade Restrita é proposta em 1905.      De acordo com a relatividade restrita, se dois sistemas se movem de modo uniforme em relação um ao outro, é impossível determinar algo sobre seu movimento, a não ser que ele é relativo. Isso se deve ao fato de a velocidade da luz no vácuo ser constante, sem depender da velocidade de sua fonte ou de quem observa.
Com isso se verifica que massa e energia são intercambiáveis - o que resulta na equação mais famosa do século: E = mc² (energia, "E", é igual à massa, "m", multiplicada pelo quadrado da velocidade da luz, "c²"). Um dos empregos dessa fórmula é na energia nuclear, seja em reatores para produzir eletricidade, seja em armas nucleares. Uma massa pequena de urânio ou plutônio, de alguns quilos, basta para produzir uma bomba capaz de destruir uma cidade, pois a quantidade "E" equivale a "m" multiplicado pelo quadrado de 300 mil km/s.
A Teoria da Relatividade Geral, de 1916, amplia os conceitos a outros sistemas, como os sistemas de referência acelerados, e às interações gravitacionais entre a matéria. A confirmação prática disso vem em 1919, quando é possível notar a curvatura da luz das estrelas ao passar perto do Sol durante um eclipse solar. Esta Teoria, desenvolvida matematicamente por Einstein, leva a conclusões tais como: (1) velocidade da luz no vácuo é constante e independe da velocidade relativa da origem e do observador; (2) a velocidade da luz é um máximo que a velocidade de um corpo material nunca poderá atingir; (3) as formas matemáticas das leis da Física são invariáveis em todos os sistemas inertes; (4) a massa de um corpo depende da sua velocidade, ou seja, existe equivalência de massa e energia e de mudança de massa, dimensão e tempo com o aumento de velocidade; (5) o tempo é uma quarta dimensão, relativa ao espaço. Uma extensão da teoria de Einstein inclui gravitação e o fenômeno da aceleração relativa.